Acabei de chegar de um café-concerto dos Coldfinger, no formato particularmente intimista, que se realizou na Fnac Coimbra. Apesar de no geral estar presente um público com uma postura algo distante e fria e que aparentava não estar em muita em sintonia com a banda eu pessoalmente gostei bastante do espectáculo.
Já conheço a banda à bastante tempo mas nunca tinha os visto ao vivo. Para mim os Coldfinger na sua génese trouxeram realmente algo de inovador e irreverente à musicalidade Nacional. Com algo que se assemelhava a uma mistura de ingredientes de trip-hop, drum n’ bass e breakbeat e com uma boa dose de originalidade conseguiram unificar todos estes estilos musicais e criar um bolo bem delicioso. Apesar de não conhecer o seu primeiro trabalho EP 01. Os seus dois álbuns principais seguintes Lefthand e Sweet Moods And Interludes são de facto quanto a mim dois grandes álbuns. Não ficando nada atrás de artistas com maior projecção à escala mundial como são exemplo os Portishead, os Hooverphonic ou os Morcheeba. Seguiu-se um álbum com o título Supafacial com uma nova postura de mais fácil “digestão” mas que também gosto bastante e que continua a rodar no meu computador. Penso que este álbum veio de encontro a um público mais abrangente o que acabou por se reflectir numa boa aceitação nas rádios portuguesas no ano de 2007. Têm agora um último álbum com o nome de Now In Stock. Este trabalho conta maioritariamente com os seus singles e raridades da carreira traduzindo-se numa edição discográfica dedicada principalmente aos seus fans mas também a quem pretender ter uma obra geral da banda.
Apesar das alterações que já ocorreram ao nível de membros da banda espero que mantenham sempre a sua filosofia muito própria que já se encontra colada ao nome da banda e que continuem com este projecto vivo por muitos e longos anos. São sem dúvida uma prova viva que em Portugal também se faz boa música.
Abril 30, 2009 ás 2:02 pm |
Só é pena esses mesmos Coldfinger terem editado o CD de Sweet moods and interludes com a nojenta da anti-cópia, que faz com que actualmente não possa ouvir o CD em nenhum leitor actual:
-no home-cinema da sala que é a minha actual aparelhagem de som;
-no computador não lê e impede que possa ripar para poder ouvir no iTunes, no meu nano e no iPhone;
É aquilo que já chamo de CD morto e que a editora e a própria banda nunca quis resolver. À custa disso não quero mais nadinha que seja deles… fuck them all!!!